No menor dos açudes que meu pai construiu, ao redor de uma vertente de água, criávamos peixes, da espécie "carpa".
Lá ficavam apenas dois ou três casais, que procriavam e cujos peixinhos nós mudávamos para um açude maior, onde eles cresciam, para serem vendidos na Semana Santa.
As carpas mais velhas se tornaram tão amigas e mansinhas, que vinham comer de nossas mãos e se deixavam acariciar. Elas tinham nomes e atendiam quando as chamávamos.
Num domingo, daqueles quando saíamos em uma de nossas "viagens", ao voltar, deparamos com este açude vazio, por causa de um valo cavado na taipa, e nossas queridas carpas desaparecidas, certamente já saboreadas naquele dia.
Outra vez, aconteceu que numa grande enchente, a taipa do maior açude se rompeu e por ele fugiram todos os peixes. Algumas pessoas até conseguiram fisgar alguns, que viram nadando nos potreiros, cobertos de água.
Meu pai teve muito trabalho para juntar aterro e consertar novamente a taipa, inclusive o muro que tinha na parte de dentro do açude, que havia se rompido.
Meu pai teve muito trabalho para juntar aterro e consertar novamente a taipa, inclusive o muro que tinha na parte de dentro do açude, que havia se rompido.
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