Retalhos da Minha Infância
Histórias que vivi e de que ainda me lembro.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O rompimento das taipas

No menor dos açudes que meu pai construiu, ao redor de uma vertente de água, criávamos peixes, da espécie "carpa". 
Lá ficavam apenas dois ou três casais, que procriavam e cujos peixinhos nós mudávamos para um açude maior, onde eles cresciam, para serem vendidos na Semana Santa.
As carpas mais velhas se tornaram tão amigas e mansinhas, que vinham comer de nossas mãos e  se deixavam acariciar. Elas tinham nomes e atendiam quando as chamávamos. 
Num domingo, daqueles quando saíamos em uma de nossas "viagens", ao voltar, deparamos com este  açude vazio, por causa de um valo cavado na taipa, e nossas queridas carpas desaparecidas, certamente já saboreadas naquele dia.
Outra vez, aconteceu que numa grande enchente, a taipa do maior açude se rompeu e por ele fugiram todos os peixes. Algumas pessoas até  conseguiram fisgar alguns, que viram nadando nos potreiros, cobertos de água. 
Meu pai teve muito trabalho para juntar aterro e consertar novamente a taipa, inclusive o muro que tinha na parte de dentro do açude, que havia se rompido. 
Também novas árvores foram  replantadas, no lugar dos enormes "salseiros", que a força da água carregou. 
foto nossa

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