Muitas vezes nosso caminho para a escola se transformava em passagem de tropeiros, tocando uma boiada, ou para os matadouros ou para outros campos.
Ficávamos geralmente apavorados, nós e nossos colegas, indo ou vindo da escola, quando se avistava um troupeiro vindo na frente e dizendo para todos sairem da estrada depressa.
Às vezes não sabíamos para onde correr bem depressa, se não tinha uma casa próxima para nos refugiar.
Um dia corremos para dentro de uma metalúrgica, cujos funcionários se demoraram para fechar as portas, fazendo com que um boi quase adentrasse atrás de nós.
Metalúrgica Weber
Com o passar dos anos, esta prática de levar bois à solta acabou, para alegria de todos os estudantes e principalmente minha, pois era este o único receio que eu tinha à caminho da escola.


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