Retalhos da Minha Infância
Histórias que vivi e de que ainda me lembro.

domingo, 12 de maio de 2013

A ninhada de porquinhos

Certa época, tínhamos uma porca enorme, que deu cria de uma ninhada de doze porquinhos. 
Eram filhotes demais para uma porca, quase não tinha tetas suficientes para que eles pudessem mamar. 
Para tristeza do pai e da mãe, e alegria nossa, a porca ficou doente e não pode amamentar seus filhotes.
O único jeito foi tratá-los com mamadeira, já que ainda eram muito novinhos para comer outra comida no cocho.
Enchia-se uma garrafa com leite de vacas e nesta era colocada um bico de borracha, próprio de mamadeira e dava-se aos porquinhos, um a um. No início, uma garrafa de leite chegava para todos. À medida que cresciam, bebiam mais leite, até que cada um recebia uma garrafa completa, sozinho. 
Também, à medida que íam aumentando, nos tínhamos um modo de tratá-los. No início, nós os colocávamos todos juntos num grande cesto. Depois, cada um era separado em outro cesto para ser tratado. Chegou uma época em que nós tíhamos que ficar  dentro do cesto e os porquinhos de fora, porque eles saltavam fora do cesto  e ficavam nos encomodando enquanto que tratavamos um deles. Tínhamos que tratar sempre em primeiro lugar os mais fortes e grandes, caso contrário, eles furungavam demais com os menores, que já estavam com as barriguinhas cheias. 
Estes foram os porquinhos mais bem criados e saudáveis que tivemos, tornando-se muito amiguinhos nossos, nos seguindo por toda parte quando os deixávamos soltos. 
Quando adultos, meu pai os vendeu, pois não tinha coragem de carneá-los, depois de serem tão amigos e queridos por todos.

      Ilustração - não temos fotos
                       


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