Morávamos a quinhentos metros da "venda", um pequeno mercadinho, onde comprávamos tudo. Nesta época, meu pai ainda não tinha armazém.
Quando faltava só um ítem qualquer, a mãe mandava uma de nós e ficava cuidando, pois a venda ficava em linha reta de nossa casa.
Um dia, ela me mandou comprar uma garrafa de vinagre. Para não me esquecer, fui pulando e cantando o caminho inteiro: uma garrafa de vinagre, uma garrafa de vinagre...
Ao chegar à venda, não sei por quê, pedi uma garrafa de álcool.
Num outro dia, minha irmã foi à venda. Fazia pouco tempo que ela aprendera a andar de bicicleta. Mamãe ficou meio receosa de mandá-la, mas ela queria ir, porque já se sentia muito segura.
Então também ficou cuidando, mas por um momento olhou para outra direção e quando tornou a olhar, não a viu mais. Ela porém logo imaginou o que acontecera e foi correndo ver onde ela estava: dentro do valo - um córrego raso que havia ao lado da estrada, em toda sua extensão.

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