Tornou-se balneário para visitantes e turistas, que vinham de todas as redondezas, o maior açude que meu pai construiu, com ajuda do avô, do tio e alguns amigos.
Não foi este o desejo inicial, foi construído com o intuito de nele criar peixes. No entanto, era muito difícil segurar as pessoas que vinham lá em nossas terras, e mesmo sem permissão, pescavam e roubavam os peixes, e depois mais tarde, pulavam na água para tomar banho. Cada vez vinham em maior número e não respeitavam o nosso aviso.
Então surgiu a ideia de fazer melhorias e transformá-lo oficialmente em balneário e assim também poder cobrar algum ingresso, para obter alguma renda, já que com peixes não daria mais.
Construiu um muro interno, colocou alguns trampolins, cercou uma parte bem rasa para crianças, e retirou todos os peixes. Limpou o fundo, colocando areia limpinha, fez entradas e saídas de água. Em cada lado do açude existiam arroios bem limpinhos, então de um ele fez uma entrada de água corrente e para o outro uma saída da água. Assim a água sempre se renovava. Todos os anos, sempre na primavera ele soltava toda a água e fazia a limpeza e renovação do fundo. Em volta do açude, ele alargou as taipas, plantou árvores, grama e colocou bancos, feitos de troncos. Construiu um bar, banheiros e vestiários e cercou tudo.
Ao entrar, as pessoas passaram a pagar um ingresso e assim o balneário ficou muito conhecido e tornou-se por muitos anos, um ponto turístico da cidade de Estância Velha. No verão, vinham pessoas de todas as redondezas, para passar o dia e se refrescar.
No bar, eram vendidos lanches e bebidas. Na cozinha eram preparados sanduíches, pastéis, cachorros-quentes. Os sanduíches eram feitos de pão que a minha mãe mesmo fazia no forno à lenha, todos os dias , bem fresquinho. Depois recheava duas fatias com manteiga, queijo, salame e pepinos. Á tarde, quando as pessoas saíam do banho, chegavam a formar fila para conseguir os tais sanduíches.
Durante alguns anos tudo foi muito bem. Depois começaram as incomodações.
Veio a vigilância sanitária, porque o lago não tinha tratamento com cloro. Ele era muito grande , isso para nós era impossível fazer. Então o balneário foi interditado, mas as pessoas vinham e mesmo assim não respeitavam as placas de interdição e pulavam n'água, fazendo com que meu pai recebesse muitas multas. Tanto se incomodou que acabou vendendo para uma empresa da cidade, que vinha insistindo para comprá-lo a muito tempo.
Para espanto de todos, eles retiraram as placas , colocaram um administrador, e continuou sendo explorado como balneário por muitos anos, sem nunca a vigilância os incomodar para fazer tratamento da água.
Hoje em dia, (2015) este local que já foi um lindo ponto turístico da cidade, está totalmente abandonado, não tem mais água no lago, o mato tomou conta. Tudo porque, a última pessoa que a empresa colocou lá para administrar, entrou na justiça, alegando não ter recebido honorários. Então, enquanto isso não for solucionado, tudo fica abandonado. Uma pena!
Como era:
(fotos nossas e fotos cedidas por Marisa)
Como está agora: abandonado!
Não foi este o desejo inicial, foi construído com o intuito de nele criar peixes. No entanto, era muito difícil segurar as pessoas que vinham lá em nossas terras, e mesmo sem permissão, pescavam e roubavam os peixes, e depois mais tarde, pulavam na água para tomar banho. Cada vez vinham em maior número e não respeitavam o nosso aviso.
Então surgiu a ideia de fazer melhorias e transformá-lo oficialmente em balneário e assim também poder cobrar algum ingresso, para obter alguma renda, já que com peixes não daria mais.
Construiu um muro interno, colocou alguns trampolins, cercou uma parte bem rasa para crianças, e retirou todos os peixes. Limpou o fundo, colocando areia limpinha, fez entradas e saídas de água. Em cada lado do açude existiam arroios bem limpinhos, então de um ele fez uma entrada de água corrente e para o outro uma saída da água. Assim a água sempre se renovava. Todos os anos, sempre na primavera ele soltava toda a água e fazia a limpeza e renovação do fundo. Em volta do açude, ele alargou as taipas, plantou árvores, grama e colocou bancos, feitos de troncos. Construiu um bar, banheiros e vestiários e cercou tudo.
Ao entrar, as pessoas passaram a pagar um ingresso e assim o balneário ficou muito conhecido e tornou-se por muitos anos, um ponto turístico da cidade de Estância Velha. No verão, vinham pessoas de todas as redondezas, para passar o dia e se refrescar.
No bar, eram vendidos lanches e bebidas. Na cozinha eram preparados sanduíches, pastéis, cachorros-quentes. Os sanduíches eram feitos de pão que a minha mãe mesmo fazia no forno à lenha, todos os dias , bem fresquinho. Depois recheava duas fatias com manteiga, queijo, salame e pepinos. Á tarde, quando as pessoas saíam do banho, chegavam a formar fila para conseguir os tais sanduíches.
Durante alguns anos tudo foi muito bem. Depois começaram as incomodações.
Veio a vigilância sanitária, porque o lago não tinha tratamento com cloro. Ele era muito grande , isso para nós era impossível fazer. Então o balneário foi interditado, mas as pessoas vinham e mesmo assim não respeitavam as placas de interdição e pulavam n'água, fazendo com que meu pai recebesse muitas multas. Tanto se incomodou que acabou vendendo para uma empresa da cidade, que vinha insistindo para comprá-lo a muito tempo.
Para espanto de todos, eles retiraram as placas , colocaram um administrador, e continuou sendo explorado como balneário por muitos anos, sem nunca a vigilância os incomodar para fazer tratamento da água.
Hoje em dia, (2015) este local que já foi um lindo ponto turístico da cidade, está totalmente abandonado, não tem mais água no lago, o mato tomou conta. Tudo porque, a última pessoa que a empresa colocou lá para administrar, entrou na justiça, alegando não ter recebido honorários. Então, enquanto isso não for solucionado, tudo fica abandonado. Uma pena!
Como era:
(fotos nossas e fotos cedidas por Marisa)
Como está agora: abandonado!























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