Quando eu tinha 15/16 anos, resolvi que ia aprender a dirigir.
Meu pai tinha aquela antigo carro, Modelo A, transformado em caminhonete.
Tínhamos aviário, de galinhas poedeiras. O galpão onde o carro ficava guardado, ficava um pouco distante da casa, para os fundos, ao lado dos galpões do aviário. Após o almoço os pais e vovó iam se deitar para um descanso, a "soneca"" da tarde.
Então pra não saberem, entrava no carro, ligava, desligava, até sentir firmeza e avançar um pouco. Depois criava coragem de avançar um pouco logo colocava a ré e voltava. De tanto observar o que meu pai fazia, eu sabia perfeitamente. Logo senti firmeza total e sai, dei volta nos galpões s e voltei pro mesmo lugar, sem meu pai perceber nada.
Dali em diante comecei a pedir pra meu pai, pra me ensinar a dirigir. Toda semana quando chegava o carregamento d ração para o aviário, esta era descarregada próximo da casa e depois tinha que ser levada de caminhonete até nos fundos, onde ficavam todos os galpões. Eu dizia pra meu pai, que se soubesse dirigir, este serviço eu poderia fazer.
Então ele concordou. Me chamou, mandou sentar e começou a me mostrar o que fazer. Eu , como já, sabia, liguei o carro e logo sai dirigindo pra maior surpresa dele. Ai recebi muitos xingamentos, porque ele percebeu que eu mexia no carro quando eles não viam.
Pude começar a levar a ração e ele não precisou mais fazer.
Depois ele vendeu a caminhonete, comprou uma Kombi, eu dirigia por tudo, até pra fora da cidade e só fui fazer minha carta de motorista com 22 anos. Nunca ninguém me parou para ver se eu tinha carteira.

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