Retalhos da Minha Infância
Histórias que vivi e de que ainda me lembro.

domingo, 27 de julho de 2025

Visitas dos primos


Ficávamos imensamente felizes, quando no domingo, chegava  a Família Mahler, nossos primos queridos,  em nossa casa.

Era um dia de muita alegria, muitas brincadeiras , muitas conversas e risadas.

No verão os banhos no açude, balneário, era o principal  atrativo.

Em épocas fora do verão, pescávamos, corríamos por toda propriedade, subindo em árvores, comendo frutas colhidas dos pés.

Lembro que a mãe recebia muito elogios de sua prima Lia, porque ela sempre fazia um café farto, com pão caseiro, cucas, feitas em forno de barro, e schmiers  diversas.




 
Esta foto é mais recente , não daquela época. 




Coleção de Postais

 

Na época de minhas trocas de correspondências, com muitas pessoas de diversas partes do mundo, era muito comum se trocar postais com paisagens de seu país.

Muitos postais vinham dentro do envelope, junto com cartas.

Mas muitos eram postados diretamente, sem envelope por fora, principalmente daqueles correspondentes, com quem eu não conseguia me comunicar por cartas devido a língua.

Como foram muitos anos que eu me correspondia, juntei muitos postais dos lugares de onde eram meus amigos correspondentes.  

Tenho em torno de 200 postais em minha coleção: Brasil, Paraguay, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Porto Rico, México, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal, Alemanha, Áustria, Suíça, Hungria, Tchecoslováquia, Japão.

Abaixo fotos só de alguns cartões postais:








Escrevendo cartas

Na minha pré-adolescência e juventude, meu maior passatempo era escrever e receber cartas.

Eu tinha muitos correspondentes, moças e rapazes de diversas partes do mundo, muitos do Brasil. Cheguei a ter mais de 50 amigos com quem trocava cartas, ou apenas postais, por não conseguir me comunicar na língua deles.

Eu escrevia em português e em alemão perfeitamente. Em espanhol com muitos erros. Em inglês com dicionário e mais tarde, quando já estava no ginásio, pedia para meus professores de inglês, corrigir.

Uma vez por semana eu ia de bicicleta no posto do correio, que ficava junto com uma loja de tecidos e artigos diversos, a “Loja Hommerding”. Lá tinha um canto especial para o correio, e quem atendia era o proprietário da loja.

Eu sempre tinha diversas cartas para despachar e também recebia diversas no mesmo dia.

Certa ocasião, o sr. Hommerding me falou que eu era a pessoa da cidade que mais recebia correspondências, inclusive mais do que o “Curtume Bender Schuck”, a maior empresa da cidade. Nessa empresa muito mais tarde, eu trabalhei por quase 15 anos.

Voltava muito feliz e depressa  para casa, com minhas novas cartas em mãos, ansiosa para lê-las.

imagens ilustrativas:



Minhas fotos 
Eu tinha muitos cadernos onde eu escrevia o rascunho das cartas , 
no fim numerava cada destinatário.


Os rascunhos com o numero d carta para o destinatário.

Alguns endereços.





BRASIL POST

 Por muitos anos meu pai era agente, representante, em Estância Velha, do jornal em língua alemã, editado no Brasil , de nome “Brasil Post.”

Ele conseguia novos assinantes e fazia as cobranças da assinatura.

O jornal era lido de ponta à ponta pelos meus pais e avós.  Neste jornal também tinha a seção infantil/juvenil, que adorávamos e esperávamos ansiosas, para a chegada do novo jornal.

Este jornal contribuiu muito para eu aprender a ler e escrever em alemão.

Neste jornal tinha a seção “correspondências”, onde as pessoas que queriam iniciar troca de cartas com outra pessoa, podiam se inscrever e divulgar seu endereço.

Eu me inscrevi e também escolhi alguns endereços, com quem passei a me corresponder.

 

(Infelizmente não temos mais nenhum exemplar, nem mesmo achei foto deste jornal na internet.)( Se alguém tiver, gostaria muito de umas fotos.  Meu e-mail: sobrenomes@gmail.com)